I. INTRODUÇÃO


Quase cinco séculos de ocupação reduziram a Mata Atlântica a pequenas manchas concentradas na região Sul e Sudeste. Levantamento de 1990, apontam para um remanescente de pouco mais de 95 mil km2 (95.641 km2), 8,8% da mata original. As principais causas para esta drástica redução são: o extrativismo; a expansão das culturas (de cana-de-açucar, do café, do cacau, da banana), expansão das fronteiras agropecuárias e a urbanização sem controle com a especulação imobiliária (Joly et al. 1990; Vidal 1996; PPMA 1998).

Os remanescentes de Mata Atlântica dentro da área urbana de São Paulo são poucos e em um pequeno número deles se realizou algum estudo florístico ou outro qualquer. Em geral, esses estudos restringem-se ao componente arbóreo. Há somente um estudo sobre o componente epifítico, em que as bromélias também são abordadas, realizado por Dislich (1996) na Mata da Reserva da Cidade Universitária (CUASO) do Campus da USP.

Esse trabalho teve como objetivos realizar o estudo florístico dos representantes de Bromeliaceae na Ilha dos Eucaliptos, contribuindo para o conhecimento da flora da mesma, bem como das manchas remanescentes de Mata Atlântica dentro do Município de São Paulo.

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